quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Quais exercícios são indicados em casos de Hipertensão Arterial Sistêmica?
Bom, para cada tipo de exercício, fazemos determinado esforço de acordo com variáveis fisiológicas determinadas pela condição física de cada um e o grau de comprometimento dos vasos. Ao realizarmos esforço com os braços acima da cabeça, o miocárdio (coração) deverá bombear sangue vencendo a força da gravidade ocasionando elevação nas pressões sistólica e diastólica.É provável que a menor massa muscular e a árvore vascular dos braços ofereçam uma resitêcia maior ao fluxo sanguíneo que a maior massa muscular e a árvore vascular dos membros inferiores. ( Pernas ). O fluxo sanguíneo para os braços durante o exercício exigiria, então pressão sistólica maior. É evidente que essa forma de exercício representa esforço cardiovascular maior, pois o trabalho do músculo cardíaco aumenta consideravelmente. Para os indivíduos com disfunção cardiovascular, essas observações apóiam o uso dos exercícios que requerem grandes grupos musculares, como marcha, ciclismo, corrida, ao contrário dos exercícios nos quais participam músculos de pequeno volume, utilizar um martelo para pregar pregos numa posição alta, por exemplo. Uma pesquisa avaliou 3 formas de exercícios com resistência (realizados com 25,50, 75, 100% da contração voluntária máxima): exercício isométrico tipo supino (bench press), exercício com peso livre tipo supino, exercício com resistência hidráulica tipo supino. O estudo verificou que todas as formas de exercício aumentam a resposta cardiovascular e correspondente trabalho cardíaco. Além disso, o exercicio que utiliza um volume maior de fibras musculares e sobrecarga relativa mais intensa, produz uma resposta maior. O resultado mostra que todas produzem elevações dramáticas na pressão arterial, até mesmo o isométrico que requer apenas 25% do esforço máximo. Essa sobrecarga aguda poderia ser prejudicial nos indivíduos portadores de doença cardíaca e vascular, especialmente aqueles que não foram treinados nessa forma de exercício. Para essas pessoas são desejáveis formas rítmicas de exercícios com esforço moderado. Portanto, é indicado a hipertensos fazer exercícios sem peso extra, como:- caminhada- andar de bicicleta- dançar- alongamento
Ou seja, movimentos que façam uso de grandes grupos musculares, de forma constante, por determinado tempo, mas sem sobrecarregar o coração.

terça-feira, 18 de novembro de 2008



Especialistas alertam sobre riscos de arritmia cardíaca


Superávit - Medicina Esportiva - 18/11/2008


A Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas alerta que 50% das mortes por problemas cardiovasculares ocorre subitamente, ou seja, em até uma hora, e que alterações do ritmo dos batimentos cardíacos estão por trás disso. Além de chamar a atenção para que a população valorize sintomas das arritmias - palpitações, tonturas - e os exames preventivos - um simples eletrocardiograma é o primeiro passo -, a entidade quer que as autoridades de saúde passem a computar dados sobre o problema.
Dessa forma, a dimensão do problema será conhecida - dossiês de alerta serão enviados às Secretarias da Saúde e Ministério. "Hoje, as arritmias só costumam ter atenção quando alguém morre subitamente durante a prática esportiva", afirma o cardiologista Martino Martinelli Filho, responsável pelo projeto "Coração na Batida Certa".
Segundo dados do levantamento "Saúde Brasil 2007", divulgados no início deste mês, cerca de 30% das mortes no país ocorrem em razão de problemas cardiovasculares, principalmente derrame e enfartes. O coração faz normalmente uma seqüência de 60 a 100 batimentos por minuto e alterações nesse ritmo são as chamadas arritmias.
As pessoas mais propensas são aquelas que já tiveram um problema cardiovascular, como um enfarte, mas elas também podem ocorrer entre pessoas sem sintomas, causadas por alterações na "parte elétrica" do coração, por exemplo. A prática de exercício físico também é ocasião para o aparecimento das alterações.
Morar perto de áreas verdes pode reduzir obesidade


Portal Terra - Obesidade - 28/10/2008


Viver em bairros com muitas áreas verdes pode reduzir o risco de crianças e jovens desenvolverem sobrepeso e obesidade, diz um estudo realizado por três universidades americanas publicada nesta segunda na revista American Journal of Preventive Medicine.
Os pesquisadores usaram as informações registradas nos serviços de atendimento primário de saúde de Indianápolis (EUA) e compararam as mudanças de peso de 3,8 mil crianças e jovens entre três e 16 anos ao longo de dois anos em relação à s áreas cobertas de vegetação em seus bairros, medidas graças a imagens de satélite.
Desta forma, comprovaram que os que vivem em bairros urbanos com muitas áreas verdes sofreram menos mudanças em seu índice de massa corporal neste período de tempo.
Os autores dizem que ter um parque, uma praça ou qualquer outro lugar aberto próximo de casa promove a brincadeira e a atividade física, o que em outras regiões da cidade se restringe à rua.
No entanto, há outras razões possíveis que precisam ser comprovadas, como os hábitos alimentares dos jovens, diz o doutor Nick Wareham, do Instituto de Ciências Metabólicas, em Cambridge (Reino Unido), em outro artigo na mesma revista.
A vida sedentária e os hábitos alimentares nos países desenvolvidos - e agora também nos emergentes - geraram elevadas taxas de sobrepeso e obesidade entre a população.
Este é um problema especialmente grave quando acontece na infância e na adolescência. Ser obeso tão jovem pode levar ao aparecimento de doenças mais comuns em pessoas mais velhas, como a diabetes tipo 2 ou a hipertensão.
Além disso, os jovens obesos tendem a continuar neste estado na idade adulta, com o conseqüente risco de sofrerem infartos e apoplexias.
Os benefícios de viver rodeado por espaços verdes não se limitam ao peso.
A doutora Janice F. Bell, da Universidade de Washington, em Seattle (EUA), e co-autora do estudo, diz que pesquisas anteriores provaram que entre crianças e jovens os efeitos positivos sobre a saúde incluem uma melhor função cognitiva e uma redução dos sintomas do transtorno por falta de atenção.
Bell afirma que seria ideal a participação de urbanistas, arquitetos, geógrafos, psicólogos e especialistas em saúde pública nas futuras pesquisas neste campo. Também diz que deve ser levado em conta como a população mais jovem vive e brinca nos locais urbanos.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008


Teste Para Saber Se Você Precisa Praticar Exercícios

A finalidade do exercício não é somente a proteção do aparelho cardiovascular, mas também a manutenção do bom funcionamento da estrutura corporal. Observe-se e responda:
· No dia seguinte a um maior esforço físico você acorda todo dolorido?
· Você acha difícil curvar-se, virar-se ou fazer uma rotação de tronco?
· Você se sente frequentemente cansado mesmo sem ter feito nenhum exercício especial?
· Tem dificuldades em conciliar o sono mesmo quando está muito cansado?
· Quando você corre pequenas distâncias ou sobe escadas fica sem fôlego ?

Você está com seu peso acima do ideal?

· Você se sente as vezes deprimido sem motivos?

Se você respondeu sim para qualquer uma das perguntas acima, procure praticar uma atividade física que lhe proporcione prazer. Movimente-se, pois as pessoas que sofrem de cansaço generalizado, sem causas médicas, se beneficiam com "mais" exercícios que com "mais " descanso. E não esqueça de praticar esportes sempre acompanhado de um profissional de Educação Física. ( Alberto e Jacques,1998)

Diferenças individuais nas respostas ao exercício físico.

AS DIFERENÇAS INDIVIDUAIS NAS RESPOSTAS AOS EXERCÍCIOS FÍSICOS

Como se explicam as diferenças individuais nas respostas aos programas de atividade física? È muito comum quando alguém inicia um programa de exercícios, existir uma expectativa de um determinado objetivo a ser atingido. Este objetivo pode ser a perda de peso e, portanto a expectativa de se atingir um peso ideal, pode ser aumentar a massa muscular na busca de um modelo do ponto de vista estético, ou mesmo a melhora da resistência física em busca de melhor qualidade de vida.
Na prática, o que nós podemos constatar é que, por mais que o indivíduo se dedique à este programa, nem sempre os objetivos são atingidos e a evolução temporal é muitas vezes mais lenta do que se poderia esperar. Por outro lado, muitas vezes aparece uma certa frustração e desestimulo quando se observa que outras pessoas tem uma resposta mais rápida e eficaz ao mesmo programa de exercícios.
Atualmente, se a ciência do esporte ainda não tem a solução para estes casos, pelo menos tem a explicação científica para o que ocorre. Com base em extensos estudos realizados com gêmeos, pesquisadores americanos puderam estabelecer a existência de 4 grupos de indivíduos com respeito à natureza das respostas aos exercícios:
1) Indvíduos que respondem rápido e desenvolvem grandes modificações funcionais e estéticas quando realizam um programa de exercícios.
2) Indivíduos que respondem rápido, porém apresentam pequenas modificações.
3) Indivíduos que respondem lentamente mas conseguem grandes modificações.
4) Indivíduos que respondem lentamente e só atingem pequenas modificações.
A explicação para estas diferenças está baseada fundamentalmente na herança genética de cada um.
Isso significa que nós herdamos de nosso pais as características que nos classificam em um dos 4 grupos.
Aqueles de nós que fazem parte do grupo 4, são os que mais freqüentemente se frustram com o resultado da prática de exercícios, principalmente do ponto de vista estético. Nesse caso, devemos aceitar nossa limitação genética e valorizar, sobretudo os “benefícios invisíveis” da prática de exercícios, que certamente serão colhidos em termos de qualidade de vida e saúde.
Fonte: Dr. Turíbio Leite – Médico fisiologista
Body Building news, nº6 fev 2007 São Paulo.

O que engorda mais: Uísque, Vinho ou Cerveja

O que Engorda: Uísque, Vinho ou Cerveja? Os Três!
Dr. Ney Cavalcanti - 07/02/2008 15:38
O nosso organismo funciona, sob o ponto de vista de combustível, de maneira semelhante aos automóveis. Quando vamos a um posto e colocamos gasolina, ela não vai ser utilizada imediatamente. Vai para o tanque e será consumida, quando necessário, para fazer o carro andar.
Da mesma maneira, quando nos alimentamos com qualquer tipo de comida, ela vai para o nosso "tanque": a nossa gordura. Afinal, não nos alimentamos todo o tempo, mas necessitamos de energia as 24 horas do dia para que nosso organismo funcione.
As batidas do coração, a nossa respiração, o nosso cérebro só funcionam graças à energia que vamos buscar no nosso tanque: a gordura. O álcool, independente do tipo de bebida, quando ingerido, não tem a capacidade de se transformar em gordura e será utilizado diretamente pelos nossos órgãos como fonte energética.
Ora, se o álcool não é capaz de se transformar em gordura, não deveria nos engordar. Acontece que, quando bebemos, a maioria dos nossos órgãos, o coração, o pulmão, os músculos, etc., prefere utilizar o álcool como combustível, pois é mais simples de ser usado.
Como resultado não teremos necessidade de buscar energia nos nossos depósitos de gordura, nem utilizar a dos alimentos. Desta maneira, nem a nossa gasolina armazenada sob forma de gordura e nem a comida que ingerimos são gastos. Resultado: aumento do nosso combustível armazenado. Assim, toda bebida alcoólica tem a capacidade, nos indivíduos tendentes à obesidade, de fazê-los aumentar de peso.
O que engorda mais? Em termos de quantidade de calorias, uma dose de uísque, uma taça de vinho ou uma tulipa de cerveja têm quantidades semelhantes.
A cerveja leva uma pequena desvantagem em relação às outras duas. Tem um pouco de açúcar (5%) e, geralmente, tomamos mais tulipas de cervejas do que taças de vinho ou doses de uísque.